Muitas vezes acreditamos que o envelhecimento é um processo que nos afeta de forma contínua. Sim, muitas vezes é, mas nem sempre. A queda da nossa reserva muscular, por exemplo, quando olhada pessoa a pessoa, acontece muito mais em degraus, impulsionada por lesões, doenças e cirurgias, ou seja, tempo parado, que nos faz descer um degrau do qual muitas vezes não conseguimos voltar. Contamos isso na edição 2, a partir de uma entrevista do pesquisador Luc van Loon.
A mesma coisa parece acontecer com a saúde das mulheres quando olhamos sob o prisma da menopausa, e é um baita degrau. Essa, pelo menos, é a visão que traz um novo e grande estudo, com mais de 1 milhão de mulheres nos Estados Unidos e em Israel.
O trabalho é do grupo de Uri Alon, do Instituto Weizmann, em Israel, publicado em 12 de outubro na Nature Medicine, e apareceu nas notícias da edição passada. Quando olhamos os exames das mulheres pela idade, eles parecem mudar devagar, dos 40 aos 60 anos. Só que cada mulher chega à última menstruação numa idade diferente, metade das americanas entre 45 e 53 anos. Se uma mulher dá o degrau aos 47 e outra aos 53, a média das duas pela idade vira uma descida suave entre os 47 e os 53, e o degrau some. Com uma técnica inspirada na astronomia, parecida com a que tira o borrão de uma foto do céu feita com telescópio, os pesquisadores reconstruíram a curva média de mais de 300 milhões de exames como se todas as mulheres estivessem alinhadas pela data da última menstruação.
Aí o degrau aparece. Em 52 de 90 exames, o valor muda de uma vez no ano da última menstruação, e a maioria na direção de mais risco. Entram osso, fígado, gorduras do sangue e a concentração de sais no sangue, além dos próprios hormônios. As exceções são o ferro e os glóbulos vermelhos…
Quer entender todas as mudanças no corpo da mulher no ano da última menstruação?
No artigo, o especialista Lasse Koivisto apresenta os resultados do estudo e mostra o que precisa de atenção nesse período.
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Lasse Koivisto é membro da Healthy Longevity Medicine Society e mentor de diversas startups. Em 2020, iniciou um estudo aprofundado sobre longevidade e, recentemente, deu início ao projeto Alpha Origin, no qual publica semanalmente artigos que têm como propósito ajudar as pessoas a viverem mais e melhor na newsletter Longevidade News.
Em 2025 se tornou o primeiro colunista dos canais de comunicação das operadoras de saúde PASA e AMS em uma parceria para trazer mais informações aprofundadas e seguras para nossos beneficiários.
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